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domingo, 7 de agosto de 2011

Peritonite.

O emprego da diálise peritoneal no tratamento substitutivo dos pacientes com insuficiência renal crônica ganhou grande impulso no início dos anos oitenta, quando popularizou-se a diálise peritoneal ambulatorial contínua, ou CAPD. Um dos maiores obstáculos para a disseminação do método eram os frequentes episódios de infecção peritoneal, consequente a falhas no manuseio dos catéteres e bolsas de dialisato pelos pacientes ou responsáveis pelas trocas de bolsas. O desenvolvimento de sistemas de bolsas para CAPD que necessitam menor número de conexões em cada troca, permitem a lavagem da conexão antes de infundir o dialisato na cavidade peritoneal e os maiores cuidados cirúrgicos e pós-operatórios com os catéteres peritoneais resultou em queda da incidência de peritonites nos pacientes em CAPD. A taxa de peritonite nos primeiros anos de utilização do método era de 1 episódio para cada 8-10 pacientes/mes, atualmente a maioria dos relatos publicados na literatura demonstram taxa próxima a  1 para 30 pacientes/mes1,2. Portanto, houve controle parcial do problema das peritonites com a melhoria técnica de CAPD, permitindo maior número de pacientes permanecerem por tempo prolongado neste tratamento. Atualmente cerca de 10000 pacientes  renais crônicos são tratados através de CAPD em todo mundo.

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